Sobe para quatro número de mortos em naufrágio no Lago Paranoá
Buscas estão suspensas. Cinco pessoas continuam desaparecidas
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal durante trabalho de busca de vítimas do acidente que ocorreu, no Lago Paranoá, em Brasília
Os bombeiros do Distrito Federal encontraram mais dois corpos no Lago Paranoá.
Com mais estas duas vítimas, sobem para quatro o número de mortos em decorrência do naufrágio envolvendo o Barco Imagination, que virou domingo (22) por volta das 20h, na área próxima à Ponte JK, um dos principais cartões-postais de Brasília.
Pela manhã, a embarcação foi localizada a 17 metros de profundidade no lago. As buscas a cinco pessoas que continuam desaparecidas foram suspensas e serão retomadas nesta terça-feira.
Paralelamente, a Marinha coordena as investigações sobre as causas do acidente. Para o Corpo de Bombeiros, há suspeitas de superlotação da embarcação e ausência de coletes salva-vidas.
O major Adriano Azevedo, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, disse que o colete deve ser usado em momentos de apreensão. “Ao primeiro sinal [de problemas], os coletes salva-vidas deveriam ter sido entregues a todos que estavam na embarcação”, disse.
Domingo (22) à noite, um bebê de 6 meses foi retirado com vida do lago, mas não conseguiu resistir e morreu. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) do Distrito Federal.
Os bombeiros recomeçaram hoje, por volta das 6h, o trabalho de buscas pelas vítimas. Ontem as atividades duraram das 20h40 às 2h40.
No total, 94 pessoas foram resgatadas. Não foi divulgada a lista com os nomes dos passageiros e tripulantes. No grupo havia uma menina, de 10 anos, que está entre os desaparecidos. De acordo com a major Vanessa Signale, do Corpo de Bombeiro do Distrito Federal.
Apesar das dificuldades nas buscas, a major do Corpo de Bombeiros mantém a expectativa de que é possível localizar os desaparecidos com vida. “As chances de sobrevivência são remotas, mas ainda não foram descartadas,” afirmou.
Os bombeiros afirmam que, a partir de um metro de profundidade, a visibilidade da água do Lago Paranoá fica prejudicada. Segundo os militares, a água é escura, dificultando mais ainda as ações. “A água é turva e barrenta. A temperatura fria”, disse a major Vanessa Signale.

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