segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Extraditado, Noriega chega ao Panamá

Ex-ditador ficará em cela nua de 12 metros quadrados

Ex-ditador do Panamá, Manuel Antonio Noriega, quando foi preso em 04 de janeiro de 1990 Ex-ditador do Panamá, Manuel Antonio Noriega, quando foi preso em 04 de janeiro de 1990 (AFP)
O ex-general Manuel Antonio Noriega retornou neste domingo ao Panamá, mais de 20 anos após sua captura pelo Exército dos Estados Unidos durante a invasão militar de 1989, para enfrentar penas que somam mais de 60 anos de prisão.
Noriega foi extraditado da França, com uma escala em Madri, em um voo da Iberia que aterrissou no aeroporto de Tocumen, a 27 quilômetros ao leste da capital, por volta das 18h07 (21h07 de Brasília), para ser imediatamente levado à prisão. Segundo testemunhas, Noriega ocupou um assento na primeira fila da seção econômica e vestia casaco, chapéu e óculos escuros. Ele não viajou algemado.
AFP PHOTO/MINISTERIO DE GOBIERNO
Imagem divulgada pelo governo Panamenho da cela da prisão de El Renascer onde o ex-ditador Manoel Noriega deverá cumprir pena
Imagem divulgada pelo governo Panamenho da cela da prisão de El Renascer onde o ex-ditador Manuel Noriega deverá cumprir pena
O ex-ditador ocupará uma cela normal, de 12 metros quadrados, na prisão de 'El Renacer' às margens do Canal do Panamá. A cela tem duas janelas, chão recoberto por piso laminado imitando azulejos, uma pequena mesa de madeira, uma prateleira, uma cama de solteiro e uma latrina. "Noriega ficará em cela individual, sem luxo, em condições semelhantes a dos demais detidos", anunciou em comunicado o governo panamenho.
Segundo o governo, "as medidas de segurança foram reforçadas, com todos os parâmetros necessários para receber o detido, que cumprirá, no país, as sentenças impostas pelos tribunais de justiça panamenhos".
Aos 77 anos, e com problemas de saúde derivados de um acidente cardiovascular, Noriega aspira a receber o benefício da prisão domiciliar. As leis panamenhas preveem esse benefício aos réus de mais de 71 anos que sofram de  doenças graves.
Mas os promotores lutarão contra essa hipótese, alegando que Código Penal panamenho não estende a prisão domiciliar aos condenados por delitos de lesa-humanidade - como aqueles atribuídos ao militar.
"Noriega dDeve pagar por todo o dano e todo o horror, todo o opróbrio e toda a morte, todo o ataque a que foi submetido o povo panamenho durante a ditadura militar que se estendeu de 1968 a 1989", afirmou presidente panamenho Ricardo Martinelli.

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