As chamas, que foram controladas no final da manhã, começaram no subsolo do edifício por volta das quatro horas da manhã no horário local. Equipes de resgate começaram a retirar os corpos do prédio assim que o fogo foi extinto.
Segundo autoridades locais, as vítimas morreram por inalação de fumaça. Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas uma investigação preliminar indicou que o hospital violava normas de segurança no subsolo. O local abrigava ao mesmo tempo um armazém de suprimentos médicos, um departamento de oncologia e um estacionamento. O hospital também não tinha detectores de fumaça, embora há apenas três anos tenha sido registrado um incêndio de grandes dimensões no local. A licença do hospital foi revogada.
Responsabilidade - A chefe do governo regional de Bengala, Mamata Banerjee, chegou às imediações do hospital no meio da manhã e apontou os gerentes do hospital privado como responsáveis pelo incidente. Ela atribuiu o incêndio a uma negligência que classificou como "crime imperdoável" e pediu que seja aplicada "a condenação mais rigorosa possível" aos responsáveis, dos quais já foi retirada a permissão para o exercício da atividade.
"Haverá detenções. Tomaremos medidas estritas contra o hospital" afirmou a chefe do governo regional, acrescentando que a polícia já iniciou uma investigação contra os proprietários do centro, os grupos empresariais Emami e Shrachi.
Uma pessoa que participou dos trabalhos de resgate relatou que houve muitas dificuldades para salvar no meio do caos cerca de 160 pessoas que ficaram presas, já que muitas portas e janelas estavam bloqueadas.
Famílias - Alguns familiares dos pacientes invadiram a recepção do hospital por causa da falta de informações e da falta de assistência às pessoas que ainda estavam nos andares mais altos do imóvel. Uma queixa amplamente expressada pelos familiares das vítimas foi a demora para a chegada dos bombeiros, que não se apresentaram ao hospital até duas ou três horas depois do início do acidente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário