quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Bebê com doença rara consegue aparelho, mas infecção a impede de utilizá-lo




A bebê Liessa Rodrigues, 11 meses, conseguiu o aparelho essencial para a sua sobrevivência, mas ainda não poderá utilizá-lo por conta de uma infecção adquirida nos quatro meses que ficou internada no Hospital Regional, em Campo Grande. A mãe da bebê, Marcela Souza, 21 anos, conta que sua filha sofre de uma doença rara chamada amiotrofia espinhal progressiva, que resulta em fraqueza nos músculos, atingindo a respiração.
Marcela internou a filha no dia 21 de abril, quando soube que a mesma precisava de um aparelho respiratório chamado Bipap, que custa R$ 48 mil. “Os médicos do Hospital Regional fizeram o pedido para o setor administrativo providenciar o aparelho, mas não foi comprado”, relatou. A mãe teve que entrar com um pedido no Ministério Público Estadual (MPE) para que o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul comprasse o aparelho.
“O pedido foi aceito e determinaram que o aparelho fosse comprado. No laudo médico não estava especificado as exigências que o aparelho teria que ter para atender a saúde da minha filha. No hospital chegou um Bipap que custa R$ 14 mil, mas não servia para atender a necessidade da menina”, contou.
Marcela retornou ao Ministério Público Estadual e alegou que o aparelho não atendia a necessidade da bebê Liessa. “O aparelho voltou e mandaram o outro aparelho que custa R$ 48 mil, mas veio faltando peças”, explicou. Na tarde de ontem (4), a peça que estava faltando chegou ao hospital, mas terá que esperar a bebê melhorar para ser utilizado.
“ Fiquei mais de três meses esperando pelo aparelho. Quero que ela melhore logo para levar a minha filha embora para a nossa casa. Temos ainda a fase da bebê acostumar com o aparelho. Os médicos disseram que ela só volta para a casa com este aparelho. Estava praticamente morando no hospital. Aflita para conseguir esse Bipap. E quando chegava faltando peças ficava mais enrolado”, concluiu.

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