terça-feira, 2 de agosto de 2011

Índice de confiança da indústria cai pela 7ª vez no ano

Indicador registrou recuo de 2% em julho, como mostra levantamento da FGV

Indústria

Pela sétima vez consecutiva, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) mostrou queda, embora menos intensa do que a apurada em mês anterior. O indicador recuou 2% em julho, após cair 2,5% em junho, segundo informou nesta sexta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O indicador, que vai até 200 pontos, caiu de 107,1 pontos para 105,0 pontos de junho para julho, na série com ajuste sazonal. Este é o menor nível da confiança da indústria desde o início do período mais agudo da crise global em setembro de 2009 (103,6 pontos).
Orecuo da confiança em julho foi influenciado principalmente por uma piora nas expectativas dos empresários. Entre os dois subindicadores componentes do ICI, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,3% em julho, após mostrar queda de 3,5% em junho. Mas o segundo componente do ICI, o Índice de Expectativas (IE), caiu 3,7% em julho contra queda de 1,7% em junho. A FGV alertou que o IE atingiu 102,6 pontos este mês, abaixo da média histórica de 103,0 pontos pela primeira vez desde agosto de 2009. O nível médio representa o limite entre expectativas consideradas otimistas e pessimistas na pesquisa.
Na comparação com julho do ano passado, o ICI registrou queda de 8% em julho, mais forte do que a apurada em junho (-7,3%), no mesmo tipo de comparação. Ainda na comparação com julho do ano passado, houve quedas de 8,4% e de 7,5%, respectivamente, para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em julho deste ano.
O levantamento para o cálculo do índice foi feito entre os dias 4 e 26 deste mês, em uma amostra de 1.174 empresas informantes.
Capacidade - O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) declinou de 84,3% em junho para 84,1% em julho, menor dado desde fevereiro de 2010. Banco Central analisa com atenção o indicador de uso da capacidade, já que ele mostra o ritmo de descompasso entre oferta e demanda e pode sinalizar pressões inflacionárias. Nesse sentido, uma queda do uso é uma boa notícia do ponto de vista dos preços.

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