quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Polícia belga encontra mais uma vítima do atirador de Liège

Homem matou uma mulher em sua casa antes dos atentados desta terça-feira

Policiais examinam corpo na praça Saint-Lambert, em Liège Policiais examinam corpo na praça Saint-Lambert, em Liège 
A Polícia belga encontrou o corpo de uma mulher assassinada na casa do autor do sangrento ataque registrado nesta terça-feira na cidade de Liège, o que eleva a seis o número de vítimas fatais, entre elas o próprio homicida.
A nova vítima é uma mulher de 45 anos que trabalhava como empregada doméstica para a vizinha do autor do ataque, identificado como Nordine Amrani, um homem com vários antecedentes penais e detenções, segundo informou a imprensa local.
O autor do atentado foi Nordine Amrani, de 32 anos, que morava na cidade.Às 12h30 no horário local (9h30 no horário de Brasília), ele saiu de uma padaria e atirou três granadas contra um movimentado ponto de ônibus na praça Saint-Lambert, onde fica o Palácio de Justiça da cidade. Ele ainda usou uma arma para atirar contra a multidão, e se suicidou. "O autor agiu sozinho, possuía granadas e uma kalachnikov (fuzil). Atirou contra a multidão na praça Saint Lambert antes de se matar com uma granada", detalhou o prefeito, Willy Demeyer, que conversou com o comissário-chefe da polícia belga.
Antecedentes - Amrani já era "conhecido da polícia", acrescenta o prefeito, por envolvimento com drogas. Ele foi preso há três anos por porte ilegal de armas e por cultivar 2.500 plantas de maconha, crimes que lhe renderam uma pena de 58 meses de prisão. O criminoso não sofria de doenças mentais nem tinha ligação com terrorismo.
O carro de Amrani  foi encontrado na praça escolhida para o ataque - o principal centro comercial de Liège, onde havia muitas pessoas no local no momento das explosões. O veículo será inspecionado pela polícia.
Reações - As principais autoridades belgas viajaram para Liège assim que receberam a notícia dos ataques. O rei Albert II e a rainha Paola se juntaram à delegação de ministros chefiada pelo premiê Elio Di Rupo, que comentou a tragédia em uma entrevista coletiva.
Ao lado da ministra do Interior, Joëlle Milquet, e da ministra da Justiça, Annemie Turtelboom, Di Rupo chamou o atentado de "ato horrível" e prestou solidariedade aos familiares das vítimas. "Não há palavras para expressar a tragédia. Nossos pensamentos vão para as vítimas inocentes desta tragédia e suas famílias e amigos, mas também a todos os presentes na cena. O país inteiro compartilharam sua tristeza", declarou o primeiro-ministro.
A Bélgica recebeu mensagens de condolências dos principais países europeus. Em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores britânico, o chanceler William Hague afirmou que "não pode haver absolutamente nenhum lugar para atos terríveis de violência como este em qualquer sociedade, e eu condenamos este ataque nos termos mais fortes".

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